terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Jorge cazuza

Vendo cazuza na tv, ouvindo jorve vercilo no quarto, reparando a suposta diferença entre os versos cantados. Um fala sobre um amor bandido, o outro sobre um amor inventado, Cazuza é revolta, diverção, ideologia, Vercilo é paixão profunda, dor aguda, nenhum um dia. Enquando Cazuza quer um amor tranquilo, Vercilo quer um encontro das águas. Exagerado, apaixonado, os dois são um, e eu sou os dois.

Dias passados

Núvens brancas no céu acinzentado, quase não da para perceber o espaço entre o nada e o inabitado. É tudo a mesma coisa, vento, chuva, dia enssolarado; E somente eu sei o quanto sinto falta dos dias de sol e das noites de luar, que eu via pela janela do meu quarto.

Não tão em outra assim

Todos os dias aqui são nublados, quase todo dia chove, e não ver a lua se tornou um hábito. Na televisão os programas tomam o meu tempo, e o café da tarde já não é o mais esperado. Eu leio, escrevo, estou até procurando um trabalho; Qualquer coisa que diminua os meus dias, e preencha algum espaço.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Dando meia volta

Eu percorri uma estrada que a princípio não parecia ter volta. Virei a esquerda e depois a direita, subi o morro, e me encontrei por ali. Sim, depois me perdi, e me conformei com pessoas vazias, e também me deliciei de pessoas cheias. Eu que achava estar recheada de um nada, percorri esta estrada tentando encontrar a metade de um tudo.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Passado Singular

Eu amei. Não me lembro se sofri, não me recordo se chorei. Com certeza uma vez ou outra eu sorri, e quantas vezes eu fiquei séria, eu não sei. Eu sei o que eu senti, eu sei o que eu ouvi, e nunca me esqueci das coisas que falei. Me lembro bem das brigas que protagonizei, e daquelas que fui uma mera figurante. Eu sei que te filmei, e muitas vezes com os olhos, ah os olhos, destes me lembro bem.

Evidente

Estou me apegando a coisas que eu deveria descartar. Que eu deveria e disse que iria, e mais cedo ou mais tarde isso vai pesar.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A lua

A dias que eu não vejo um luar. Talvez por falta de tempo, ou por não me lembrar. E quando lembro ela não está lá.

Me perdi

Eu acho que eu estou perdendo. Perdendo quem eu sou, quem eu fui, e nem estou perto de quem eu quero ser. Talvez eu estava fazendo errado, talvez eu esteja errada agora, mas como eu vou saber. Dizem que quando se está certo logo se sabe,e se eu não sei a essa altura já deve ser tarde.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Como sangue

Ontem eu estava carregada de tanta coisa, que me recusei a sentar e a escrever. Imagina eu despejando aqui cada palavra e pensamento insano que como sangue nas veias,corriam em mim. Então eu me cortei, e deixei jorrar toda dor misturada com amor que de alguma forma eu deixei entrar.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Analizando

Parece que foi ontem que eu resolvi sair de casa e vir para um lugar parcialmente desconhecido, parece que foi ontem que eu decidi me adaptar a isto. Parece que foi ontem que eu me despedi de ti, e coloquei tudo que eu julgava importante na mala, ou quase tudo. Parece que foi ontem que eu embarquei e chorei vendo a lua do lado de fora se despedindo de mim. Mas não foi ontem, foi a doze dias, mas desde aquele dia a minha dor é continua, me fazendo ao mesmo tempo acreditar que já estou aqui tem um ano, ou que cheguei ontem e só faz um dia.

Nada bom

Hoje acordei com um mal estar na alma e não no corpo.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Lidando comigo

Eu sinto um certo medo, um bloqueio. Como um quarto fechado para quem tem claustrofobia, como o mar pra quem não sabe nadar, como um livro para quem ainda não sabe ler, como uma demonstração em público para quem é tímido; É isso que eu sinto, medo, insegurança, e quem diria eu dizer que eu realmente estou com medo de escrever. Mas eu sei do que eu sou capaz, do mesmo jeito que ninguém esquece como andar de bicicleta.

Fàcil perceber

O seu corpo parecia encaixar perfeitamente ao meu, como um quebra cabeça, por um segundo eu me senti completa. E os dias foram passando e eu percebi que não estava completa, eu estava cheia.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Um ser balão

Eu queria mesmo era poder gritar de alegria, rolar no chão de dor, secar meus olhos de tanto chorar. Eu queria odiar tanto alguém ao ponto de querer matar, eu queria amar incondicionalmente, ir sem ter hora para voltar. Eu queria dar tudo de mim ao ponto de não ser mais nada, eu queria me esvaziar, e depois me encher de ar, porque eu sou assim, como um simples balão, eu preciso que mesegurem bem forte para que eu fique o mais próximo possível do chão.

As chuvas que eu perdi

Em cada intervalo de tempo que a chuva caia do céu e vinha me tocar,eu pensava em quantas vezes eu adiei um banho de chuva, um resfriado, somente para me sentir mais confortável, e não me arrepender, não chorar.

Navio

Olhei pela janela, chovia. Coloquei a mão para fora, senti o vento frio me tocar. Olhei o mar, permaneci imóvel por alguns segundos, e de longe eu vi um navio passar. Me identifiquei com aquele navio, saindo do cais e se perdendo no mar, como na àgua não se deixa nenhum rastro, ninguém me encontra e somente eu sei quando voltar.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Sempre vem o mar

Meus textos estão como as areias tentando se estabilizar, mas sempre vem o mar e revira tudo aqui dentro de mim, como que querendo me substimar.

Somente eu e mar

Eu finalmente me encontrei, e percebi que nada mais pode estar comigo quando eu mesma estiver aqui.

Ciumenta

Eu aqui vendo a imensidão do mar, e a lua escomdida, sei là. Ela deve estar com ciúme, pois toda noite eu praticamente fujo para vim ver o mar. Mas lua nao se engane, eu ficaria um ano inteiro sem ver o mar, mas nunca uma noite sem luar.

Presente do mar

O mar me escolheu para presenetar. Uma joia rara, uma lembrança, um pingente para um colar.

Solitária

Solidão é algo que não se preenche. Nem luar, nem mar, consegue isolar esta solidão que me prende.

Afogada nas lembranças

O mar me enholiu. Não parcialmente, nem metaforicamente mas, realmente o mar me engoliu. E minutos antes de eu desmaiar, sabe qual foi a última coisa que me veio em mente? Você.

Insisto

Por um segundo apenas te imagino, pisco, pisco, mas você não està lá. Torno a fechar os olhos por mais tempo desta vez, abraço o vento, te lembro, sorrio, como que querendo acreditar.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Nesta noite

Já é noite e eu estou inquieta, e chega uma hora que tudo começa a incomodar. O vento batendo na cortina de três em três segundos, as luzes là fora que insistem em piscar, e este silêncio que de dentro de mim ecoa no vento, e insiste em me arrepiar.

Lugar

A sensação de estar longe de ti é a mesma, só muda o lugar.

Meus cacos

Se eu cair dessa janela eu vou virar mil pedaços, mil pedaços de saudade, que mesmo se forem juntados, não daria um você.

A indecisão do mar

A sensaçao que eu tive ao entrar no mar, foi que ele é extremamente bipolar, me puxa de uma vez como se fosse me roubar da terra e depois me empurra, como se tivesse com raiva ou desistido, como alguém que eu conheço, me fez lembrar.

Ibicuí

Em um quarto pequeno,com um guarda roupa velho e descascando, uma cômoda grande que ocupa quase que o espaço que a cama de casal que eu estou deitada ocupa. Tem um ventilador no chao que ironicamente nao ventila, e uma mala velha que parece de alguém que veio aqui a muito tempo e foi embora com as coisas na mão, ou morreu, ou somente comprou outra mala nova; o que é improvàvel porque aqui não tem loja alguma, nem de mala,nem de nada. A chuva lá fora impede qualquer um de ir ver o mar, mas as pessoas daqui parecem não se importar; eu olho lá fora e me da uma vontade de andar, mas ao mesmo tempo eu me canso so de pensar em percorrer todo este mar.

Tentando avistar

Daqui aonde estou eu não vejo a lua e ela também parece não me encontrar. Serà que ela me procura? Porquê eu se pudesse reviraria as nuvens até te encontrar.

Quem sou eu

Grande hipocrisia eu me denominando o mar. Quem sou eu perto desta perfeiçao, o màximo que eu sou é um peixe na imensidão, tentando me encontrar.

E ele grita

Eu sai do meu mundo solitàrio e vim me isolar no mar. No meu quarto so se ouvia o barulho do teclado, aqui porém é inutil qualquer som que eu faço, perto do som que faz o mar.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Uma dica

Se você vai partir, precisa saber: Nada que importa para você vai caber em uma mala.

Reflexo

Eu olhava nos teus olhos e via refletir minha alma, e quanto mais eu me enchia de você, mais eu esvaziava.

Passando

Tudo foi passando tão rápido, como as árvores que hoje vi na janela do metrô, como os carros que eu via do lado de fora do parque, como as pessoas que eu via dentro shopping, como o vento que passava por mim na brisa da praça; E de repente eu estava sentada, no banco ao lado do seu, apertando forte seus dedos, e observando em volta como todos pareciam normais, e não percebiam o quão desesperada eu estava.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Consciência do silêncio

A solidão força o pensar, pensar na vida, o pesar em tudo.
O pensar em mim, o pensar em ti, o pensar naqueles, o pensar nas coisas.
Penso, reflito, viajo, me intrigo, vejo, detesto, relembro, sorrio.

Um dia

Foi como ver dois luar, foi como sonhar, lado a lado, lua e mar.

Dádiva

Anoiteceu e eu olhei no céu, e longe de novo ela está, mais cedo, não muito cedo, eu a pude tocar.

Querida

Uma grande ironia, a lua veio me ver de dia.
E ainda sim não deixou de brilhar, no escuro do meu quarto é que eu pude notar.
Ela é tão grande lá no céu, e tão revestida de luar, e aqui ela se deitou na minha cama e ficou tão nua de tudo, que através dela eu pude olhar.

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