sábado, 24 de novembro de 2012

Desesperadamente desesperada

Ando ultimamente muito desesperada.
Impaciente, não mais calada.
Preocupada seria a palavra, talvez incoerente, abismada.
É verdade que eu nunca fui corretamente ajustada, sempre faltando um pedaço ou dois, e muitas vezes sem nada. Mas eu sempre sobrevivi neste estado, cansado.
E ninguém se importava comigo, com nada. Eu era a diferente, a largada, hoje eu continuo diferente, largada, mas não posso negar, ultimamente eu tenho andado desesperada, muito desesperada.

Deixando se levar

E aquilo que um dia eu dizia controlar, hoje me controla.

Dentro do carro

Sentada no banco do passageiro com a cadeira totalmente inclinada, deitada, com os pés para cima, no vidro do carro.
O meu fone estava tão alto que eu mal podia ouvir as buzinas lá fora. Eu estava voltando, mas minha mente estava indo, e meus olhos penetrados na imensidão dos prédios que pareciam cada vez maiores diante de mim. Eu me perdi, me perdi no céu acinzentado que parecia me engolir a cada segundo que eu o encarava.
Pensava, em tudo, na vida, em nós, principalmente em nós, em cada segundo juntos, e em cada década que ficaríamos separados, em cada olhar correspondido e em cada canto que ele seria desesperadamente procurado. Em cada desejo, vontade, que mesmo eu estando perto se tornaram minha realidade, e que um dia quando eu me afastar, não por vontade, mas por necessidade, irão completamente me tomar.

sábado, 17 de novembro de 2012

Rimando coisas banais

Busco inspiração na lua, em um pássaro, avião, tanto faz, eu só quero terminar esta linha sem ter que voltar atras.  Mas não está dando muito certo, já se vê que não há nenhum progresso, e eu sou um tolo por buscar inspirações em coisas terrenas, quando o verdadeiro poema está dentro de mim, aonde eu posso te sentir.

Medo de perder

O medo me persegue como um menino persegue uma formiga com uma lupa.
Sem objetivo e motivo, por pura e simples diversão.

Uma dor

Estas lembranças se movem em minha cabeça como cacos de vidro, e toda vez que eu tento arranca-los eles se quebram ainda mais.
Em minúsculos pedaços, e em tamanha proporção, eles me ferem, sangrando minha alma e coração.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Vida de hospital

Eu pareço doente, como aquelas pessoas de hospital que estão com seus últimos dias de vida mais não sabem que vão morrer.
É como se os aparelhos que me mantém viva, estivessem ligados a você.
O dia lá fora amanhece e anoitece, as horas passam e repassam, e eu não me sinto confortável; Também como poderia, deitada em uma mesa de cirurgia, esperando algum doador passivo, que traga mim um coração ou um rim, que seja compatível.

sábado, 3 de novembro de 2012

Complicado

É no momento incerto que eu me pego distraída, pensando, no meu eu longe daqui, de mim.
Um eu não mais meu, seu, um eu que já foi nosso, todo.
Um todo que hoje é somente metade, simples, já é tarde.
Mas já foi cedo, claro, a muito tempo atras, no passado.
Passado este que passou, obvio, verdade esta que não engulo, difícil.
Impossível na verdade, esquecer, pois tudo me lembra você, sorrindo.
Sorriso este que já foi meu, lindo, motivo este que já foi eu, antes.
E agora você não está aqui, longe, e eu estou pensando, distraída, no meu eu longe daqui, de mim...




É só um sorriso

Talvez eu seja a única pessoa no mundo que despreze um sorriso alheio.
Simplesmente por não ver as pessoas como se fossem espelhos, e não basear minhas emoções pelo o que nelas eu vejo.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Coisas bizarras que faço

Estou segurando um lápis e procurando uma folha que não esteja rasgada.
Encontro uma capa arrancada, e em um canto não rabiscado eu procuro proporcionar você ao espaço; Desenho teus braços e a capa eu amasso com meu abraço.
E no espelho eu vejo o meu reflexo bizarro que eu aprendi a ignorar.
''Você também teria ilusões se tivesse que viver na minha realidade''

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