Sentada no banco do passageiro com a cadeira totalmente inclinada, deitada, com os pés para cima, no vidro do carro.
O meu fone estava tão alto que eu mal podia ouvir as buzinas lá fora. Eu estava voltando, mas minha mente estava indo, e meus olhos penetrados na imensidão dos prédios que pareciam cada vez maiores diante de mim. Eu me perdi, me perdi no céu acinzentado que parecia me engolir a cada segundo que eu o encarava.
Pensava, em tudo, na vida, em nós, principalmente em nós, em cada segundo juntos, e em cada década que ficaríamos separados, em cada olhar correspondido e em cada canto que ele seria desesperadamente procurado. Em cada desejo, vontade, que mesmo eu estando perto se tornaram minha realidade, e que um dia quando eu me afastar, não por vontade, mas por necessidade, irão completamente me tomar.
sábado, 24 de novembro de 2012
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