Lá fora está quieto, aqui dentro também está, e nada mais perfura este eco, pensando, corpo, e ar.
Uma vez ou outra eu sinto um arrepio, causado pelo vento frio que na minha janela ousa entrar. Quase nunca eu reparo a lua, quase sempre eu dou uma olhada na rua, procurando encontrar algo que me prenda por lá, e me tire deste vazio que já se tornou fundo o bastante que o próprio silêncio cala a som do meu gritar.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
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