sexta-feira, 25 de maio de 2012

Covardemente



Respiração ofegante, suor escorrendo pelas costas,marcas avermelhadas pelo corpo,estou de olhos fechados,mais não estou imaginando nada,não ah espaço para imaginações,o único espaço que tenho é o espaço entre a inspiração e a respiração,e nesse curto intervalo de tempo, eu grito.
Minutos depois abro os meus olhos devagar,e ele se desmorona sobre mim,e eu sinto o peso dele sobre o meu corpo..sinto a respiração dele,e seu cabelo cobrindo todo o meu rosto.De repente eu não me sinto mais,minha respiração se torna a dele,seu cabelo o meu,e somos um só.
Eu o senti e pude compreende-lo,vi o que ele via,senti como ele se sentia,era tão profundo que eu pude penetrar e ver o mais intimo dos pensamentos,a intensidade da força com que vinham e eu não pude controla-los.Vi suas fraquezas e também o que a fazia mais forte,eu pude ver as lágrimas e também os sorrisos;senti como ela se sentiu no nosso primeiro beijo,e como lutou contra isso depois do nosso primeiro adeus.
Eu vi..e compreendi que não poderia mais ficar, porquê o que eu acabara de ver era ele,descoberto e nítido;eu simplesmente não podia mais continuar,eu vi a sua verdade e também a sua mentira.
Saí de ti e voltei para mim,me levantei devagar, e não disse nada,absolutamente nada;Somente com um beijo seco e um olhar penetrante deixei aquele quarto assustada.
Dias depois ele me deixou,sem explicações,sem um ultimo beijo,ele simplesmente se foi.
 Covardemente eu não pude dizer um adeus aquela noite,e covardemente não poderia dizer,mesmo que fosse hoje.

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