Sonolenta, e os fléxeis das luzes na janela não me deixavam dormir.
O barulho constante e os movimentos provocados pelo ônibus, também ajudaram nisto.
Mas minha mente quase não percebia, nestes intervalos de tempo que eu realmente sentia.
Você estava lá, e minhas mãos nas suas. Era impossível não perceber o calor que o seu corpo proporcionava ao meu.
Sentia a fissura do seu olhar e a espessura do seu toque, era quase impossível acreditar que você estava ali.
Partimos para uma jornada, mas viajamos na gente, não sentimos vontade de fazer nada, mas o desejo aflorou na mente.
Em algumas horas já estávamos voltando, e eu senti a sua ausência e cada pensamento seu se afastando, os olhares já não eram mais de alegria, mais havia amor naquele olhar de despedida.
Te fiz prometer repetir tudo de novo, e você não exitou.
E este momento foi selado em nós, e só nos restaram três palavras, e em alguns segundos não se via a cor dos teus olhos e nem se ouvia o som da tua voz.
sábado, 25 de agosto de 2012
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