Da janela de um prédio qualquer, o asfalto me atrai.
Me lanço com tamanha vontade de pisar.
Deixar de sentir o ar para sentir o chão.
Começo uma corrida contra a gravidade, mas já é tarde.
Me aproximo do asfalto tão desejado.
Quando percebo vejo com desfoque o chão ensanguentado.
Brinquei com a minha vida, apostei, e perdi.
terça-feira, 17 de julho de 2012
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